Você está aqui: Início Últimas Notícias Audiência pública discute participação de mulheres na política
A deputada Rachel Marques (PT) afirmou que “a participação de mulheres nos espaços de poder ainda é muito baixa”. Na avaliação dela, há uma sub-representação do gênero no Executivo e Legislativo. A parlamentar ressaltou os avanços nas políticas voltadas para as mulheres nos governos Lula e Dilma e criticou o processo de impeachment, que, para ela, “tem um caráter machista”.
Na avaliação da ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, há um golpe parlamentar em curso no País. “É um golpe patriarcal, machista e sexista”, afirmou. A ex-ministra comentou que, apesar dos avanços nos últimos anos, ainda é preciso lutar por mais equidade de gênero na política. De acordo com ela, apesar de as mulheres formarem mais da metade da sociedade, a representação feminina no Congresso Nacional é de menos de 10%.
Eleonora Menicucci criticou ainda o posicionamento da atual secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, que defendia, anteriormente, a proibição do aborto, mesmo para as mulheres vítimas de estupro. Para Eleonora Menicucci, o aborto precisa ser tratado como uma questão de saúde pública.
A representante da Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres, Darciane Barreto, considera que há, no momento, “um desmonte de toda uma política (para as mulheres) desenvolvida desde a década de 80”. Já a coordenadora especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ceará, Zelma Madeira, informou que, no dia 30 de junho, será dada a posse ao Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial no Ceará. “No Estado, a população negra se coloca em situação de muita vulnerabilidade”, comentou.
Para a presidente do Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense, Meire Costa Lima, apesar dos avanços já conquistados pelas mulheres, “precisamos avançar muito mais”. Ela lembrou que, quando foi parlamentar, havia sete deputadas na Casa, número que se mantém o mesmo na atual legislatura. Na avaliação dela, isso mostra a dificuldade de inserção das mulheres na política.
A representante da Defensoria Pública do Estado, Mônica Barroso, destacou o momento de união em defesa do estado democrático. “Estamos indignadas com o que estão fazendo com a democracia”, afirmou. Nilze Costa Lima, do Movimento Mulheres do Ceará com Dilma, disse que o grupo defende “intransigentemente a democracia e a volta de Dilma para o cargo que lhe foi usurpado”.
GS/AP